No último mês, o dólar sofreu alterações, mas passou a operar em queda na maior parte do tempo. A moeda que havia chegado a R$ 6,10, fechou em R$ 5,94 no dia 22 de janeiro, pela primeira vez abaixo da casa dos 6,00.
Em 28 de janeiro, o dólar já tinha sido cotado a R$ 5,86. A moeda continuou com variações, recuando cada vez mais, até chegar a R$ 5,77 no dia 4 de fevereiro – onde marcou seu 12° dia em queda.
Por que o dólar passou cair?
Um dos motivos, foi o “tarifaço” de Donald Trump. Ele afetou mercados globais, mas acabou com um efeito diferente do esperado. Com retaliações dos países impactados pela medida – como por exemplo Canadá, México e China, o resultado foi um recuo e acordo final dos Estados Unidos.
Já no dia 11 de fevereiro, a moeda americana chegou a R$ 5,76, mesmo dia em que foi oficializada a tarifa de 25% em todas as importações de aço e alumínio que chegarem ao país. O Brasil, é o segundo maior exportador destes produtos para os Estados Unidos, e com a regra começando a valer o dia 4 de março, o país ainda estuda medidas de resposta.
Esses números representam uma grande desaceleração, especialmente se comparados aos valores de dezembro. No último mês de 2024, a cotação se elevou à R$ 6,18. A tendência é que continue no mesmo ritmo, até que as medidas de comércio exterior de Trump estejam definidas, e a “guerra comercial” também tenha esfriado.
O que isso representa para o Brasil?
No último ano, a quantidade de vendas de aço e alumínio do Brasil para os Estados Unidos totalizou US$ 5,7 bilhões, ou seja, o impacto seria certo.
Isso é bom ou ruim? Depende da presença das empresas no mercado externo. Para as empresas que possuem produção no país norte-americano, seria positivo. Já para as demais, causa uma grande volatilidade nos preços de venda e imprevisibilidade.